Poços de Caldas (MG) – Momentos de desespero marcaram a tarde desta segunda-feira (03/08), quando uma criança de apenas dois anos de idade foi gravemente atacada por um cão da raça Pastor Belga em uma propriedade rural às margens da rodovia MGC-267, em Poços de Caldas, no Sul de Minas.
A ocorrência mobilizou equipes da 5ª Companhia de Policiamento Rodoviário, após uma caminhonete chegar em alta velocidade à base operacional da unidade, localizada no km 536 da rodovia, por volta das 13h19.
A movimentação incomum chamou imediatamente a atenção dos policiais militares rodoviários que estavam de serviço. Assim que o veículo parou, o motorista desembarcou visivelmente abalado, apresentando intenso nervosismo e dificuldades para se comunicar.
Na sequência, duas passageiras também desceram rapidamente do veículo. Uma delas carregava nos braços um menino de aproximadamente dois anos, que apresentava o rosto completamente coberto de sangue, evidenciando a gravidade dos ferimentos.

Ataque provocou graves lesões na cabeça
De acordo com o relato dos familiares aos policiais, a criança havia sido atacada pelo cachorro da família, um Pastor Belga, que a mordeu diversas vezes na região da cabeça.
O menino sofreu múltiplas lesões corto-contusas no crânio, consideradas graves, e, inicialmente, existia a suspeita de que um dos olhos pudesse ter sido atingido durante o ataque.
Diante da gravidade da situação, os militares não hesitaram e iniciaram imediatamente o socorro, transportando a vítima até a Santa Casa de Poços de Caldas.
Enquanto o deslocamento era realizado, o COPOM já havia acionado previamente a unidade hospitalar, permitindo que a equipe médica estivesse preparada para receber a criança assim que ela chegasse ao hospital.

Criança passaria por cirurgia
Posteriormente, os policiais foram informados de que o menino seria submetido a exames complementares e que, devido à extensão dos ferimentos, haveria necessidade de intervenção cirúrgica.
Apesar da gravidade do caso, uma informação trouxe alívio à família e aos militares envolvidos no atendimento: os primeiros exames descartaram, a princípio, lesão no globo ocular, preservando a visão da criança.
O estado clínico continuava inspirando cuidados médicos.
Animal pertence à família
Segundo informações apuradas, os avós da criança residem em um sítio localizado às margens da MGC-267.
O cão, da raça Pastor Belga, pertence à própria família e permanece solto no terreiro da propriedade.
Conforme relatado pela avó, o neto estava acostumado a brincar com o animal e nunca havia ocorrido qualquer episódio semelhante.
Ela contou que, no momento do ataque, os familiares apenas ouviram os gritos desesperados da criança. Ao correrem até o local, encontraram o cachorro atacando o menino e conseguiram interromper a agressão para prestar socorro.
A principal hipótese levantada pela avó é que o ataque tenha sido desencadeado durante uma brincadeira envolvendo uma pequena bola, embora as circunstâncias exatas ainda não tenham sido esclarecidas.
Especialistas alertam para cuidados na convivência entre crianças e animais
Embora cães sejam considerados excelentes companheiros das famílias, especialistas em comportamento animal ressaltam que nenhum animal deve permanecer sem supervisão na presença de crianças pequenas, independentemente da raça ou do histórico de docilidade.
Crianças com pouca idade ainda não conseguem interpretar os sinais de desconforto dos animais e, durante brincadeiras, podem realizar movimentos bruscos, puxar o rabo, as orelhas, abraçar com força ou disputar brinquedos e objetos, situações que podem provocar reações defensivas.
Entre as principais recomendações para prevenir acidentes estão:
- Nunca deixar crianças pequenas sozinhas com cães ou gatos;
- Ensinar desde cedo o respeito ao espaço e aos limites dos animais;
- Evitar brincadeiras envolvendo bolas, alimentos ou brinquedos quando houver risco de disputa entre a criança e o animal;
- Não permitir que a criança incomode o animal enquanto ele estiver comendo, dormindo ou cuidando de filhotes;
- Manter cães devidamente socializados, adestrados e com acompanhamento veterinário;
- Observar qualquer mudança de comportamento do animal, como irritabilidade, medo excessivo ou agressividade;
- Orientar as crianças a não abraçarem o pescoço do animal, subir sobre ele ou provocar brincadeiras bruscas.
Esses cuidados são importantes não apenas com cães de grande porte, mas com animais de qualquer raça ou tamanho, pois situações de estresse podem desencadear reações inesperadas.
O caso serve de alerta para pais, responsáveis e tutores de animais sobre a importância da supervisão constante durante a interação entre crianças e pets, contribuindo para uma convivência segura e harmoniosa.
As circunstâncias do ataque deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.Conexão Alfenas – Conectando você com a notícia!











