Alfenas (MG) – O desperdício de água tratada voltou a ser motivo de reclamação em Alfenas. Desta vez, moradores da Rua Pio XII, na região central da cidade, denunciam um vazamento na rede de abastecimento da Copasa que, segundo eles, persiste há mais de 15 dias sem que uma solução definitiva tenha sido adotada.
Na manhã desta segunda-feira (27/07), a equipe de reportagem do Conexão Alfenas esteve no local após receber diversas denúncias de moradores e comerciantes da região. O problema foi constatado em frente ao número 1.114, nas proximidades da área onde está sendo construído um condomínio no terreno da antiga Tecelagem Saliba.

Durante a visita, a reportagem verificou uma situação que preocupa quem passa diariamente pelo trecho. Em um curto espaço da via, foram identificados quatro pontos distintos de vazamento, de onde a água brota continuamente através do asfalto e escorre pela sarjeta, formando filetes constantes e evidenciando o desperdício de água tratada.
Além da perda de um recurso essencial, a água que permanece escorrendo pode comprometer a estrutura do pavimento ao longo do tempo, favorecendo o surgimento de buracos, infiltrações e aumentando os custos futuros com manutenção da via pública. Moradores também relatam preocupação com possíveis riscos para motociclistas e pedestres, principalmente em dias de chuva, quando a água acumulada pode reduzir a aderência da pista.
A situação gera ainda mais indignação por ocorrer em um período em que campanhas de conscientização reforçam diariamente a necessidade do uso racional da água. Enquanto a população é orientada a economizar cada litro consumido, o vazamento permanece sem solução, podendo representar o desperdício de milhares de litros de água potável ao longo de vários dias.

Segundo os moradores, o problema já foi comunicado à Copasa por meio dos canais oficiais de atendimento, e protocolos de solicitação de manutenção teriam sido registrados. Apesar disso, afirmam que nenhuma intervenção definitiva foi realizada até o momento.
Um morador, que preferiu não se identificar por receio de sofrer represálias, relatou à reportagem que uma equipe responsável pelos serviços chegou a comparecer ao local dias atrás.
“Eles estacionaram o caminhão perto dos vazamentos, ficaram algum tempo observando a situação e depois foram embora sem fazer o reparo. Desde então, continua tudo do mesmo jeito”, afirmou.
A demora no atendimento tem aumentado a insatisfação da comunidade.
“A conta de água chega todos os meses e não é barata. A gente paga pelo serviço esperando que, quando surgir um problema, ele seja resolvido rapidamente. Enquanto isso, a água continua sendo desperdiçada e ninguém dá uma resposta”, desabafou outro morador.
Buscando esclarecimentos, a equipe do Conexão Alfenas também procurou a unidade de atendimento da Copasa em Alfenas para obter informações sobre o andamento da ocorrência e uma previsão para a realização do reparo.
De acordo com a reportagem, os funcionários informaram apenas que o acompanhamento da solicitação deve ser realizado pelo próprio consumidor por meio do telefone 0800 disponibilizado no verso da conta de água. Nenhuma informação sobre eventual cronograma de manutenção, protocolo existente ou previsão de atendimento foi repassada à imprensa.
A situação também levanta um questionamento recorrente entre os moradores: a demora na execução do serviço é de responsabilidade direta da Copasa ou da empresa terceirizada contratada para realizar a manutenção da rede? Independentemente da responsabilidade operacional, a população afirma que espera uma resposta rápida, já que o desperdício de água tratada continua aumentando a cada dia.
Os moradores reforçam que não reivindicam apenas o reparo do vazamento, mas também maior agilidade na prestação dos serviços, transparência nas informações e eficiência no atendimento às demandas da comunidade.
O Conexão Alfenas solicita que a Copasa e a empresa terceirizada responsável pela manutenção da rede realizem uma vistoria urgente no local, adotem as providências necessárias para eliminar os vazamentos e prestem esclarecimentos à população sobre as razões da demora no atendimento.
A reportagem permanece à disposição da Copasa para publicar qualquer manifestação oficial sobre o caso, em respeito aos princípios do contraditório, da transparência e da informação de interesse público.
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