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Ação integrada em Três Corações e Elói Mendes mobilizou Polícia Militar de Meio Ambiente, Polícia Federal e Ibama; operação apreendeu 626 gramas de ouro, 21 embarcações e um veículo.

Uma megaoperação de combate ao garimpo clandestino e aos crimes ambientais mobilizou forças de segurança e fiscalização ambiental nos dias 7, 8 e 9 de outubro de 2026, nas cidades de Três Corações e Elói Mendes, no Sul de Minas Gerais. A ação, concentrada na região do Rio Verde, resultou na prisão de seis suspeitos, na destruição de 19 dragas utilizadas em atividades de mineração e na apreensão de ouro, embarcações, um veículo e um animal silvestre.

A operação foi desencadeada pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), por meio do Batalhão de Polícia Militar de Meio Ambiente, em atuação integrada com a Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O objetivo foi intensificar a fiscalização e reprimir a extração mineral irregular, além de outras possíveis infrações associadas à exploração clandestina dos recursos naturais.

De acordo com o balanço divulgado, o prejuízo estimado decorrente da destruição das estruturas de mineração chega a aproximadamente R$ 1 milhão. A dimensão dos resultados demonstra o alcance da fiscalização realizada em áreas de difícil acesso e reforça a preocupação das autoridades com os impactos ambientais provocados pela exploração mineral sem a devida autorização.

Operação mobilizou equipes terrestres, embarcações, drones e aeronaves

A complexidade geográfica da região e a necessidade de localizar estruturas instaladas ao longo do curso d’água exigiram o emprego de diferentes recursos operacionais. Segundo as informações da operação, foram utilizadas aeronaves não tripuladas (drones) para o reconhecimento aéreo do terreno e o mapeamento das dragas, estratégia que permitiu ampliar a capacidade de identificação dos pontos de interesse e apoiar o planejamento das equipes em campo.

O aparato mobilizado incluiu 37 policiais militares, 17 viaturas policiais, dois drones, seis equipamentos de comunicação via Starlink, sete embarcações, seis agentes do Ibama e três equipes de plantão da Polícia Federal.

A combinação de recursos terrestres, aquáticos e aéreos foi empregada para ampliar a cobertura das áreas fiscalizadas e permitir a atuação coordenada dos órgãos participantes.

O trabalho conjunto também teve como finalidade identificar irregularidades, interromper atividades potencialmente lesivas ao meio ambiente e adotar as providências administrativas e criminais cabíveis diante das situações encontradas.

Balanço: 19 dragas destruídas e 21 embarcações apreendidas

Os números apresentados pelas autoridades evidenciam a dimensão da operação realizada na região do Rio Verde. Ao longo dos três dias de fiscalização, foram registrados os seguintes resultados:

  • 6 pessoas presas durante as ações;
  • 626 gramas de ouro apreendidos;
  • 22 alvos fiscalizados;
  • 19 dragas destruídas;
  • 21 embarcações apreendidas;
  • 1 veículo apreendido;
  • 1 animal silvestre apreendido;
  • Lavratura de diversos termos de autuação e apreensão;
  • Prejuízo estimado em aproximadamente R$ 1 milhão, referente à destruição das dragas.

As dragas são equipamentos que podem ser empregados na extração de sedimentos do leito de rios para a recuperação de minerais, entre eles o ouro. Quando utilizados sem autorização e em desacordo com as normas ambientais e minerárias, esses equipamentos podem estar associados a intervenções capazes de modificar o leito dos cursos d’água e comprometer o equilíbrio dos ecossistemas.

A apreensão das 21 embarcações e a destruição das 19 dragas representam, segundo o balanço informado, uma das principais frentes de desarticulação das estruturas utilizadas nas atividades investigadas.

Seis suspeitos presos vieram de diferentes estados brasileiros

Outro dado que chama a atenção no resultado da operação é a origem dos seis homens presos. Conforme as informações divulgadas, os suspeitos são provenientes de municípios de Minas Gerais, Pará, Goiás e Maranhão.

Entre os detidos estão:

  • Um homem de 54 anos, natural de São Félix do Xingu (PA);
  • Um homem de 36 anos, de Cavalcante (GO);
  • Um homem de 61 anos, de Pinheiro (MA);
  • Um homem de 47 anos, de Pio XII (MA);
  • Um homem de 29 anos, de Codó (MA);
  • Um homem de 31 anos, de Varginha (MG).

A diversidade de municípios de origem indica que os presos não são todos provenientes das cidades diretamente abrangidas pela fiscalização. Entretanto, somente a origem dos envolvidos não permite concluir que exista uma organização criminosa estruturada ou estabelecer a participação individual de cada suspeito nas atividades investigadas.

A apuração das circunstâncias das prisões, das responsabilidades individuais e da eventual existência de outros envolvidos cabe às autoridades competentes.

Quais danos o garimpo irregular pode causar ao Rio Verde?

A exploração mineral sem licenciamento ou autorização dos órgãos competentes pode provocar consequências ambientais significativas, especialmente quando envolve o uso de dragas em rios e outros cursos d’água.

Entre os impactos que podem estar associados a esse tipo de atividade estão:

Alteração do leito e das margens: a movimentação de sedimentos pode modificar a profundidade e a configuração do curso d’água, além de favorecer processos erosivos.

Aumento da turbidez: a retirada e a movimentação de materiais do fundo do rio podem deixar a água mais turva, dificultando a passagem da luz e afetando organismos aquáticos.

Prejuízos à fauna aquática: alterações nas condições do habitat podem comprometer áreas de alimentação e reprodução de peixes e outros organismos.

Risco de contaminação: dependendo do método empregado, dos materiais utilizados e das condições da atividade, pode haver risco de introdução de substâncias contaminantes no ambiente. Entretanto, a ocorrência de contaminação química no Rio Verde durante esta operação não foi informada no balanço divulgado.

Danos à vegetação e às margens: a instalação de estruturas, o trânsito de equipamentos e a abertura de acessos podem provocar supressão de vegetação e degradação de áreas ambientalmente sensíveis.

Esses impactos ajudam a explicar por que a extração mineral está sujeita a regras específicas de autorização, licenciamento, fiscalização e controle. A extensão de eventuais danos na área fiscalizada dependerá das constatações técnicas e das avaliações ambientais realizadas pelos órgãos responsáveis.

Quais crimes podem ser investigados?

A presença de dragas, a apreensão de ouro e as demais irregularidades eventualmente identificadas podem motivar a apuração de diferentes infrações. Contudo, não é possível afirmar, apenas com base no balanço operacional, quais crimes foram formalmente atribuídos aos seis presos.

Conforme as circunstâncias verificadas e as provas reunidas, as autoridades poderão avaliar possíveis enquadramentos previstos na legislação brasileira, entre eles:

  • Crime ambiental: o artigo 55 da Lei nº 9.605/1998 prevê punição para a execução de pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a autorização, permissão, concessão ou licença exigível, ou em desacordo com a obtida.
  • Usurpação de bens da União: o artigo 2º da Lei nº 8.176/1991 trata da exploração de matéria-prima pertencente à União sem autorização legal ou em desacordo com o título autorizativo, quando presentes os elementos exigidos pela norma.
  • Outros crimes ambientais: dependendo das condutas comprovadas, poderão ser examinadas hipóteses relacionadas à poluição ou a danos à fauna e à flora, desde que preenchidos os requisitos legais de cada infração.
  • Infrações administrativas ambientais e minerárias: além de eventual responsabilização criminal, a legislação permite a aplicação de medidas administrativas, como autuações, apreensões, embargos e outras providências cabíveis.

A definição dos enquadramentos depende das circunstâncias concretas, da documentação encontrada, da situação das autorizações minerárias e ambientais e das provas produzidas durante a investigação. A prisão, por si só, não significa condenação.

PMMG intensifica o combate aos crimes ambientais em Minas Gerais

O enfrentamento ao garimpo clandestino integra o trabalho de fiscalização ambiental realizado em Minas Gerais por meio de ações preventivas, operações especializadas, atendimento a denúncias e atuação conjunta com órgãos responsáveis pela proteção dos recursos naturais e pela fiscalização da atividade minerária.

A Polícia Militar de Meio Ambiente atua na identificação de possíveis infrações, na fiscalização de atividades potencialmente poluidoras e na adoção das medidas legais cabíveis. Em ocorrências que exigem conhecimentos técnicos ou atribuições específicas, o trabalho pode ser desenvolvido em conjunto com instituições como Ibama, Polícia Federal e Agência Nacional de Mineração, conforme a competência de cada órgão e as características do caso.

A utilização de drones, embarcações e recursos de reconhecimento aéreo amplia as possibilidades de fiscalização em regiões extensas, áreas rurais e trechos de rios de acesso limitado. A integração entre as instituições também favorece o compartilhamento de informações e a adoção de providências nas esferas administrativa e criminal.

No caso da operação realizada em Três Corações e Elói Mendes, a mobilização de dezenas de profissionais e a destruição de estruturas de mineração demonstram o esforço operacional empregado para interromper as atividades identificadas durante a fiscalização.

Preservação ambiental e proteção das futuras gerações

A operação no Rio Verde reforça a importância da fiscalização permanente das atividades minerárias e da proteção dos rios do Sul de Minas. Além de integrarem o patrimônio natural da região, os recursos hídricos desempenham papel essencial para a biodiversidade, o abastecimento e a qualidade de vida das comunidades.

O combate à extração mineral irregular depende da atuação coordenada dos órgãos públicos, da responsabilização dos envolvidos quando as infrações são comprovadas e do acompanhamento dos locais fiscalizados para evitar a retomada de atividades ilegais.

A ação integrada entre a Polícia Militar de Meio Ambiente, a Polícia Federal e o Ibama encerrou três dias de fiscalização com seis presos, 19 dragas destruídas e prejuízo estimado em R$ 1 milhão, segundo o balanço divulgado.

Polícia Militar de Minas Gerais — A Força do Povo Mineiro. Presença que protege.

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