Alfenas (MG) – A liberdade de um jovem de 19 anos, apontado como principal suspeito de um homicídio ocorrido recentemente em Alfenas, no Sul de Minas, durou menos de dez dias. L. de S. de C., conhecido pelo apelido de “Luquinha”, voltou a ser preso nesta quinta-feira (30/07), durante uma operação realizada por militares do 64º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais.
O jovem é investigado pela Polícia Civil e apontado como principal suspeito da morte de Rian Gonçalves de Souza, de 23 anos, assassinado a tiros na cidade. O crime ocorreu há cerca de dez dias e, desde então, as forças de segurança vêm realizando diligências para esclarecer a autoria e as circunstâncias do homicídio.
Segundo informações da Polícia Militar, L. havia sido preso inicialmente no dia 20 de julho, em decorrência das investigações relacionadas à morte de Rian. Entretanto, após permanecer aproximadamente 48 horas detido, ele foi colocado em liberdade por decisão da Justiça, deixando o sistema prisional no dia 22 de julho.
A liberdade, porém, durou pouco.
Nesta quinta-feira (30/07), menos de dez dias após deixar a prisão, o jovem voltou a ser detido durante uma nova ação policial. Conforme informado pela PM, durante a abordagem foram apreendidos com o suspeito um revólver calibre .357, uma pistola Taurus G3 T.O.R.O., calibre .380, diversas munições e uma quantia em dinheiro.
A apreensão das armas e munições ocorre em um momento em que o jovem permanece sob investigação pela possível participação no homicídio de Rian Gonçalves de Souza. A Polícia Civil continua responsável pela apuração do assassinato e deverá analisar as circunstâncias da nova prisão, bem como a possível relação entre o material apreendido e o crime investigado.
Possíveis crimes relacionados à nova prisão
Em tese, considerando os materiais apreendidos e as circunstâncias descritas, o suspeito poderá responder pelo crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo e munições, conforme o enquadramento jurídico que for definido pela autoridade policial e pelo Ministério Público, observando-se as características e a situação de cada armamento.
Dependendo do local onde as armas foram encontradas e das circunstâncias da abordagem, a conduta pode ser enquadrada, em tese, nos crimes previstos na Lei nº 10.826/2003, o Estatuto do Desarmamento, especialmente nos dispositivos que tratam de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. A classificação definitiva dependerá da análise da documentação das armas, do local da apreensão, da regularidade dos registros e das demais circunstâncias apuradas na ocorrência.
Caso seja constatado que alguma das armas possui classificação legal de uso restrito ou proibido, o enquadramento poderá ser diferente e resultar em uma imputação penal mais grave, conforme previsto na legislação vigente.
A eventual responsabilização pelo homicídio de Rian Gonçalves de Souza também dependerá do avanço das investigações da Polícia Civil e da existência de elementos suficientes que comprovem a participação do suspeito no crime. Até o momento, L. é tratado como suspeito e não há condenação definitiva contra ele.
Após a prisão, o jovem, juntamente com as armas, munições, dinheiro e demais materiais apreendidos, foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Alfenas, onde a ocorrência foi registrada e os procedimentos legais foram adotados.
A nova prisão deverá ser analisada pelas autoridades competentes, enquanto a investigação sobre o homicídio de Rian continua em andamento. O caso poderá ter novos desdobramentos à medida que forem realizadas perícias, oitivas de testemunhas e demais diligências investigativas.
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