Penas somam 211 anos de prisão, quinze pessoas, entre policiais civis e despachantes veiculares, foram condenadas por participação em um esquema de corrupção envolvendo o Detran em Varginha e Elói Mendes. A sentença foi proferida pelo juiz da Vara Única da Comarca de Elói Mendes e é resultado da Operação Êxodo 23, deflagrada em 2019 pelo Ministério Público de Minas Gerais.
As condenações abrangem crimes como corrupção, falsidade ideológica, usurpação de função pública e prevaricação. Somadas, as penas ultrapassam 211 anos de prisão.
Penas aplicadas
- Três colaboradores tiveram penas reduzidas para 5 anos, 5 meses e 19 dias em regime semiaberto.
- Os demais réus receberam condenações superiores a 12 anos de prisão.
- O ex-delegado Antônio Carlos Buttignon, apontado como líder do esquema, foi condenado a 19 anos e 1 mês de reclusão e perdeu o cargo público, assim como os outros policiais civis envolvidos. Além das penas privativas de liberdade, os condenados deverão pagar:
- Multas que totalizam R$ 784.506,00.
- Indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 200 mil. O esquema incluía:
- Atestar vistorias não realizadas;
- Agilizar a expedição de documentos veiculares;
- Autorizar emplacamentos e lacrações fora do órgão de trânsito.
Defesa
A defesa do ex-delegado Antônio Carlos Buttignon informou, por meio do advogado Juliano Comunian, que irá recorrer da decisão, alegando ausência de provas suficientes para comprovar a autoria e materialidade. O Ministério Público e os demais condenados também podem recorrer da sentença.
Relembre o caso
Em dezembro de 2019, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Minas Gerais, deflagrou a Operação Êxodo. As investigações duraram cerca de dois anos e revelaram uma organização criminosa que arrecadava até R$ 100 mil por mês.https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2020/10/27/ex-delegado-regional-de-varginha-e-preso-em-operacao-do-ministerio-publico.ghtml
Fonte: G1 Sul de Minas / EPTV











